sexta-feira, 17 de julho de 2026

A descoberta do mar

(imagem criada por IA - ChatGpt)

É fim de tarde. Apesar do barulho do trânsito às minhas costas, o som das ondas do mar desaguando sobre a areia se sobrepõe a qualquer ruído. À minha frente, para além da imensidão do mar, uma cena simples me chama a atenção. Um jovem pai acompanha seu filho com passos vacilantes em seu primeiro passeio na praia. Os olhos da criança revelam curiosidade e surpresa. Ele olhava e olhava e olhava para aqueles minúsculos grãos. Levantava os pezinhos pequeninos e de novo os lançava sobre aquela imensidão que provavelmente estava espetando seus pés. Mas ele parecia não incomodar-se. Os olhos? Encantados. Ele olhava para baixo, olhava para frente e para os lados e para cima. Tudo é tão imenso e tão infinito.

(imagem criada por IA - ChatGpt)

E o mar? Aquela imensidão azul com aquela espuma que vai e vem e molha os seus pés. Deve ser mágica a água vir, voltar e vir de novo. E esse barulhinho de fundo? Ora essa, menino. São as ondas beijando a areia da praia. Que incrível é o mar nos olhos de uma criança que o vê e o sente pela primeira vez. Ele aprendia com a visão, com o tato, com a audição e com o coração.

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Mas os olhos da criança não olhavam só para aquela imensidão de mar e de areia. Aquele menino não tirava os olhos do pai. A cada vez que se arriscava a levantar os pés e soltá-los de novo na areia, olhava para o pai. A cada vez que dava um passo, seu olhar e suas mãos buscavam os olhos e as mãos atentas do pai. Ela confiava plenamente naquele jovem homem que também não tirava os olhos dela, o seu pai. Ela compartilhava com ele a alegria de estar descobrindo o mar. Talvez isso seja amor

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